G ou J – Quando utilizá-los?


    Dúvidas quanto à grafia das palavras? Majestade, ferrugem, viagem.... enfim, tantas outras!
    Proposta sugestiva: Que tal aprofundarmos nossos conhecimentos acerca deste assunto? Fantástico, não?
    Usamos a letra “g” mediante as seguintes circunstâncias:
* Diante dos substantivos terminados em: -agem, -igem e -ugem:
Exemplos:
garagem
vertigem
viagem
ferrugem
fuligem
* Nas palavras terminadas em: -ágio, -égio, -ígio, -ígio, -ógio e –úgio:Exemplos:
pedágio
sacrilégio
prodígio
vestígio
relógio
refúgio
   Eis mais alguns vocábulos que também compartilham desse mesmo caso:
apogeu
gengiva
monge
geada
laringe

   Fazemos uso do “j” de acordo com os seguintes casos:
* Mediante as formas verbais terminadas em -jar:Exemplos:
relampejar
viajar
trovejar
enferrujar
esbravejar
* Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou ainda, exóticas:Exemplos:

canjica
manjericão
jiboia
jericó

* Nas palavras que derivam de outras também grafadas com “j”.
Exemplos:
cerveja – cervejaria
laranja – laranjeira
loja – lojista, lojinha

   Vejamos mais alguns exemplos dotados dessa mesma característica: jumento
jeito
majestade
jiló
laje
hoje

Empregando corretamente o 's' e o 'ss'


    Eis que nos defrontamos com uma das muitas dúvidas ortográficas que acometem grande parte dos usuários da língua. O fato de, em termos sonoros, palavras apresentarem marcas notoriamente semelhantes.
    Contudo, mesmo que assim demarcadas, há que se mencionar que elas se constituem de alguns pressupostos, os quais devemos nos atentar em se tratando das situações formais de interlocução. Portanto, cerquemo-nos de algumas considerações explicitadas a seguir:
   * Casos relacionados ao emprego da letra “s”:
a) Nos sufixos –esa e –isa, formadores de palavras femininas:poetisa
marquesa
profetisa
baronesa...

b) Depois de ditongos:
coisa
náusea
lousa...


c) No sufixo –ês quando este indicar origem, procedência: chinês
norueguês
inglês...
d) Nos sufixos –oso e –osa, constituintes de adjetivos: bondoso
caridosa
generoso...
* Casos relacionados ao emprego do “ss”:
a) Nos substantivos relacionados a verbos com o radical –met:submeter – submissão
intrometer – intromissão...

b) Nos substantivos relacionados a verbos constituídos pelo radical –gred:transgredir – transgressão
agredir – agressão...

c) Nos substantivos a que se relacionam os verbos com o radical –prim:comprimir – compressão
reprimir – repressão

d) Nos substantivos relacionados a verbos formados pelo radical –ced: ceder – cessão...e) Nos substantivos relacionados a verbos constituídos pelo radical –tir:discutir – discussão
permitir – permissão...

Um estudo acerca das vogais "o" e "u"


     As vogais em referência também integram o quadro das dúvidas ortográficas que acometem uma grande parte dos usuários. Questionamentos esses que decorrem da semelhança sonora entre uma infinidade de vocábulos que perfazem o sistema linguístico. Em razão de tal ocorrência, cercar-nos das informações que se restringem à forma correta de grafá-los é, sem dúvida, um passo primordial rumo à conquista de nossa competência linguística.
   Para ressaltar acerca de tais semelhanças, lembramo-nos da palavra “boteco”, mas que na verdade soa como se fosse grafada com a letra “u”. Sendo assim, verificaremos adiante alguns pressupostos relacionados ao emprego das referidas vogais, lembrando também que estas são responsáveis por fatores relacionados à semântica, como é caso de:

comprimento - cumprimento
soar - suar
sortir - suar

* Grafam-se com “o”: boteco, botequim, mochila, nódoa, cortiço, moela, mosquito, mágoa, moleque, tossir, goela, engolir, polenta, toalete, zoar, etc.
* Grafam-se com “u”:
amuleto, bueiro, camundongo, cinquenta, cutia, curtume, jabuti, jabuticaba, entupir, embutir, mandíbula, supetão, tábua, tabuleiro, urtiga, urticária, entre outras.

'Estado' ou 'estado'? Marcas linguísticas

 

     Defrontamo-nos com dois vocábulos idênticos, porém dotados de traços singulares. E, por assim dizer, não nos resta alternativa senão acreditar que estamos compartilhando com mais uma das tantas curiosidades proferidas pelo sistema linguístico.
     Uma delas diz respeito à semântica, pois temos o "Estado" equivalente a uma determinada instituição, o "estado" que representa as diversas regiões de um dado lugar e "estado" que se atribui à forma pela qual uma pessoa se apresenta, no caso, o estado de saúde, o estado emocional, entre outros.
     De posse dessas informações, temos condições de ressaltar outra característica, a qual representa o real objetivo do artigo que ora se faz presente - aquela relacionada às questões ortográficas. Portanto, analisemos:
     Quando nos referimos ao “Estado” - instituição -, este é grafado sempre com letra maiúscula. Tal como em:
    "É dever do Estado cuidar das questões referentes aos órgãos que dele fazem parte."    No caso de nos referirmos a alguma região brasileira, esta deverá ser grafada com letra minúscula, como por exemplo:
   "Moramos no estado do Rio de Janeiro."
   "É bem provável que o estado de saúde de Márcia se agrave ainda mais."
    Dotado das mesmas características que o termo anterior, também é grafado com letra minúscula.

Entrar 'de férias' ou 'em férias'?

 

   Pois bem, resta-nos dizer algo: o ano já se finda... Ah!!! É chegado o tão esperado momento... Mas afinal, você estará de férias ou em férias?
   Percebemos uma infinidade de expressões das quais cotidianamente fazemos uso, mas que, de acordo com o padrão formal da linguagem, nem sempre estão adequadas a tal. Contudo, o presente postulado não se refere às expressões ora em estudo, uma vez que ambas as formas estão corretas: de férias ou em férias.   Assim, em se tratando dos enunciados subsequentes, constatamos que estes se encontram adequados à modalidade já citada. Como por exemplo:

"A viagem está marcada, pois todos estarão de férias.""Há que se aproveitar bastante, uma vez que tão logo estaremos em férias."  
   Entretanto, há uma ressalva a se fazer. Portanto, atente-se a ela:  Quando resolvemos atribuir um adjetivo ao substantivo, recomenda-se usar a expressão “em férias”. Evidenciada da seguinte forma:
"Os funcionários sairão em férias coletivas."
"Após o balanço final, todos estarão em merecidas férias."

Daqui há pouco ou daqui a pouco?

 

    Eis que estamos diante de duas expressões que, em termos sonoros, apresentam características idênticas, mas que se divergem quanto ao significado.
   O primeiro aspecto ao qual devemos nos atentar refere-se ao verbo "haver", visto que, neste caso, ele se concebe como impessoal. Mas por qual motivo? Descobriremos em instantes ao analisarmos o seguinte enunciado:

" meses não visito meus parentes."   Nesse caso, tem-se uma ideia de tempo decorrido, passado. Desta forma, ele permanece sempre na terceira pessoa do singular.
   Mas afinal, o que esta particularidade tem a ver com as expressões em estudo? Será que esta regra se aplica à expressão “daqui há pouco”?
   Pois bem, ao analisarmos a expressão “daqui a pouco”, obviamente que a primeira noção que nos vem à mente é que algo ainda está para acontecer, ou seja, denota um tempo futuro, e não passado.
  Portanto, o correto é dizermos: daqui a pouco, pois o “a”, neste caso, nos remete tal ideia, expressa por um tempo vindouro. Assim sendo, analisemos os exemplos que seguem, os quais representam a ocorrência em estudo:
"Daqui a pouco anoitecerá e com certeza não poderemos seguir viagem."

"Espere mais alguns instantes, pois ele deverá chegar daqui a pouco."

"Nossa! Daqui a pouco não teremos mais crianças nesta casa, pois o tempo passa muito rápido."
  Sendo assim, no intuito de conferir esse sentido à expressão, nunca opte pelo emprego do verbo "haver".

A persistir ou ao persistir? Qual expressão utilizar?


     Muitas vezes, o emprego correto desta ou daquela expressão está condicionado ao sentido semântico que ela representa. Diante desse fato, ao nos dispormos a conhecer acerca dos mecanismos que regem a língua, encontramos inúmeros exemplos que integram tal ocorrência.
    Assim sendo, a título de conhecê-los, citamos o caso das expressões em questão, as quais serão analisadas com base nos enunciados subsequentes, extraídos de circunstâncias comunicativas bastante triviais:

"Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser avisado."
"Ao persistirem os sintomas, suspenda o uso do medicamento."

    Partamos agora para a análise destes:

"A persistirem os sintomas, o médico deverá ser avisado."
"A persistirem os sintomas, suspenda o uso do medicamento."

    O fato é que, em termos de adequação à linguagem formal, vale dizer que somente o segundo quadro de exemplos pode ser considerado como tal. Vejamos por que:
    A preposição “a”, que antecede o verbo (persistirem) denota o sentido de uma condição, ou seja:
"Se persistirem os sintomas..."
"Caso persistam os sintomas..."   

    Já a combinação “ao”, analisada sob a ótica da semântica, expressa uma ideia de tempo, ou seja:
"Quando persistirem os sintomas..."   

   Para constatarmos basta associá-la a tantos outros exemplos, tais como:
"Ao nos dispormos a conhecer acerca dos mecanismos que regem a língua..." ("quando nos dispomos a conhecer...")
"Ao chegar à empresa, recebeu os cumprimentos de todos." ("quando chegou à empresa...") 

    Portanto, opte pela forma que mais se adequa à mensagem pretendida, levando em consideração o efeito de sentido que deseja produzir mediante a interlocução.